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Cabeça humana 3D com cérebro rosa e texto "Sete Suposições sobre Treinamento Cerebral"

Sete Suposições sobre o Cérebro e o Treinamento com Neurofeedback

Vamos examinar os sete principais pressupostos que você provavelmente já aceita como verdadeiro e ver como eles podem ser tão verdadeiros quanto acreditar que a Terra é plana.

Sumário

Em nosso contínuo esforço para entender o cérebro e suas potencialidades, frequentemente deparamo-nos com várias suposições sobre o treinamento cerebral.

Embora tais suposições possam parecer verdadeiras à primeira vista, nem sempre resistem a um escrutínio cuidadoso.

Neste artigo, vamos desvendar sete dessas suposições comuns, desafiando conceitos convencionais e reexaminando nossa compreensão sobre o cérebro.

De Galileu a Einstein, a história da ciência está repleta de exemplos de pensadores que ousaram ir além do conhecimento estabelecido. Convidamos você a juntar-se a nós nessa jornada exploratória pelo fascinante mundo do neurofeedback.

Desafiando o Senso Comum

Se você estiver estudando ou lendo sobre neurofeedback, você pode pensar que já conhece certos “fatos” sobre o cérebro e o treinamento cerebral. Você os vê descritos em cada artigo de pesquisa, em histórias nas revistas, em sites da internet, ou mesmo na fala dos profissionais da área. Eles só podem ser verdade.

Mas vamos começar olhando um pouco além desse conhecimento do “senso comum”, para identificar e avaliar quaisquer preconcepções que encontrarmos sobre o treinamento cerebral.

Preconcepções definem em que direção nós olhamos – eles atraem nossa atenção, mas eles também podem deixar de fora muitas outras possibilidades de compreensão da realidade. De certa forma, a história da ciência é uma história de pessoas que olharam além do senso comum, que buscaram outra compreensão dos fatos e viram as coisas de uma nova maneira – provocando mudanças de paradigmas.

Pressupostos do Passado e o Impacto na Ciência

Pressuposições simplificam o pensamento. Eles nos dão um ponto de partida no qual a maioria de nós concorda.

A terra é plana. Caso contrário, teríamos que cair. Isso foi um fato comprovado… até que alguém desconstruiu essa suposição.

Quando Galileu começou a demonstrar que a terra orbitava o sol e não o contrário, ele virou muito da “ciência” da época de cabeça pra baixo. Ele não foi bem recebido pelos mais poderosos, pelos mais educados, pelos mais bem-sucedidos e nem mesmo pelos especialistas mais respeitados da época. Suas descobertas foram ignoradas, deixadas de lado. Galileu foi perseguido, exilado e mandaram ele se calar.

Por séculos, nossas ciências têm se baseados na física de Newton. Questionar essa teoria era tão louco como dizer que as coisas poderiam cair para cima! Até que um funcionário de patentes chamado Einstein percebeu uma relação que desconcertou todo um grupo de especialistas.

Quando Hans Berger, um psiquiatra, descobriu que podia ler e medir a atividade elétrica no cérebro através do crânio, ele foi considerado um excêntrico pela medicina alemã vigente. Levou apenas 15 anos para a medicina aceitar seus resultados!

Um princípio básico da neurologia era o de que o cérebro já nascia com todos os neurônios que iria ter para o resto da vida. Após o nascimento e em diante, só poderia haver morte de neurônios. Isso não era uma teoria. Isso era um fato. Até que algumas pessoas, buscando em uma direção diferente, forneceram novas evidências do contrário. Hoje, o fato foi invertido: o cérebro produz novos neurônios por toda sua vida.

Origem das Pressuposições e seu Efeito na Saúde Mental

O senso comum pode tornar a ciência mais “eficiente” (você não tem que provar tudo a cada vez) e faz com que o nosso mundo fique mais fácil de se entender. Mas às vezes não vale mais do que um mapa detalhado descrevendo uma rua sem saída!

Então, por qual razão que, mesmo com a história repleta de exemplos embaraçosos de pressuposições despedaçadas como cacos de vidro, as pessoas continuam a produzi-las e aceitá-las como verdade? Porque essas suposições já vem embutidas no conhecimento que aprendemos. Talvez não seja por acaso que Einstein não era um PhD que tinha aprendido exatamente no que ele deveria acreditar. Ele viu algo novo, porque ele estava olhando em uma direção diferente de todos os especialistas.

Muitos profissionais de saúde acreditam que a melhor maneira de resolver problemas mentais é modificando a química cerebral. Isso é o que eles foram ensinados, é o que a literatura científica diz, é no que os seus colegas acreditam e é também o que ouvem nos congressos que frequentam. É um pressuposto que está profundamente enraizado.

Justamente por ser um pressuposto, ninguém questiona. Milhões são gastos testando novas drogas. Ninguém estuda sobre os possíveis efeitos a longo prazo nos adultos, quem dirá nas crianças. Ninguém sequer considera a possibilidade de tentar avaliar os possíveis efeitos dos “coquetéis” de drogas psicoativas prescritos a milhões de pessoas hoje em dia.

Examinando as Sete Suposições Principais sobre o Cérebro e seu Treinamento

Nesta seção vamos examinar os sete principais pressupostos que você provavelmente já aceita como verdadeiro e ver como eles podem ser tão verdadeiros quanto acreditar que a Terra é plana.

Nós vamos oferecer uma alternativa ao “senso comum”, e explicar o mesmo mundo de uma maneira diferente. Vamos deixar os especialistas continuarem olhando na direção em que eles quiserem e vamos ver o que se torna visível ao virarmos um pouquinho a cabeça em outra direção, na medida em que revemos nossas crenças estabelecidas.

7 Suposições básicas sobre o cérebro e seu treinamento

1 – Problemas mentais ou emocionais não são algo NORMAL – eles são uma patologia que deve ser diagnosticada.

2 – Desequilíbrios químicos no cérebro resultam em problemas mentais e emocionais.

3 – Décadas de literatura científica provam os pressupostos do senso comum.

4 – O treinamento cerebral reequilibra e harmoniza o cérebro através da plasticidade neural.

5 – O treinamento cerebral funciona através do Condicionamento Operante

6 – Treinamento cerebral é uma ferramenta clínica potencialmente perigosa, feita para ser usada em problemas de saúde mental por especialistas em saúde mental

7 – Treinamento cerebral requer equipamentos complexos e caros, bem como altas habilidades e difíceis certificações.

Convidamos você a ir além do senso comum, continue a ler…

Autor: Peter Van Deusen é um visionário treinador de cérebros que estuda, desenvolve e aplica a técnica há mais de 30 anos. É o fundador da Brain-Trainer International e possui gravações em português de aulas Master Class de aprimoramento para treinadores de neurofeedback.

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