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Cérebro rosa em fundo roxo acinzentado com texto "O Cérebro Dominante Lento"

Entendendo o Cérebro Dominante Lento e Suas Frequências

Veja as características do cérebro dominante lento, suas frequências (Teta e Delta) e como elas afetam o humor, aprendizado e atividades diárias.

Sumário

Idealmente um cérebro pode manter um estado de dominância lento quando, por exemplo, ouvindo música, assistindo um filme ou buscando uma nova ideia. Idealmente ele pode alternar para fora deste estado e permanecer fora dele quando tem tarefas a serem feitas.

Quando um cérebro está usando um estado dominante-lento – ou quando está travado nele – podemos descrever como aquela pessoa está suscetível a parecer ou se sentir. Existe uma relação entre os padrões de ativação de frequência do meu cérebro e os meus estados mental e emocional.

Características do Cérebro Dominante Lento

Localização Interna da Consciência: Cérebros dominante-lento vivem em um mundo internalizado. Eles conseguem colocar sua atenção para fora por períodos breves, mas eles não conseguem mantê-la. A concentração deles falha e volta para dentro de seu mundo novamente.

Processamento Baseado em Imagens: Eles pensam usando imagens – não palavras. Ler/Ouvir por detalhe e organizar os pensamentos de forma escrita ou falada são muitas vezes áreas de dificuldade. Tarefas práticas ou baseadas em imagens podem ser uma força.

Tomada de Decisões: Escolhas são feitas intuitivamente, por isso elas não podem ser explicadas. Processos sequenciais e hierarquias não fazem sentido. Cérebros lentos não planejam ou organizam.

Humor Depressivo: Humores tendem a levar a tristeza, a impotência e a sentimentos depressivos.

Socialmente Desconectado: Viver em um mundo internalizado complica os contatos sociais. Muitas vezes introvertido e tímido, mas também pode ser o palhaço em situações sociais. Facilmente desaparece e vai para a internet ou o vídeo game, etc.

Pensador Visionário: Vê o todo como uma grande imagem distante, mas é limitado na habilidade de enxergar e lidar com detalhes e procedimentos.

Sono não Reparador: Dorme facilmente e profundamente mas talvez nunca se sinta descansado; lento para despertar. Enurese noturna na infância não é incomum.

Dificuldade de Aprendizado: O processamento sensorial pode ser interrompido. Dificuldade de manter a atenção, memória fraca para recordar fatos e categorias são comuns. Podem ser muito rápidos em cálculos mas são incapazes de “mostrar seu trabalho”.

Frequências Cerebrais: Delta e Teta

Delta (1.5-4 Hz) é a banda de frequência de EEG mais baixa e mais lenta. É a frequência do coma, do sono profundo sem sonhos. É a frequência da mente inconsciente. Delta é produzida no tronco encefálico. Trata-se, em certo sentido, do menor denominador comum do cérebro. Pode aparecer fortemente em áreas onde houve lesões na substância branca do cérebro, tendo rupturas num grupo de neurônios prejudicando suas conexões – deixando-os livres mas sem receber ou enviar.

Teta (4-8 Hz) contém os estados crepusculares da atividade cerebral. Teta é a frequência da mente subconsciente – sentimentos e memórias. Para fins de treinamento, dividimos Teta em Lenta (4-6 Hz) e Rápida (6-8 Hz).

Teta lenta é muito parecida com Delta. Elas são muitas vezes combinadas em uma banda Teta (2-6 Hz). Teta é um estado muito interno, desmotivado a fazer muito no mundo “exterior”.

Prestamos atenção especial a aparições súbitas de atividade 3 Hz. Essas podem ser indicadores de que o cérebro está adormecendo – ou entrando em um estado de “ab-reação” onde antigas experiências traumáticas são re-experiênciadas.

Teta rápida, entretanto, é bastante diferente. 7 Hz é a frequência da visualização – uma maneira de programar a origem subconsciente da maioria de nossos hábitos de ação e reação.

A frequência central de 7 Hz de Teta rápida é produzida no hipocampo do cérebro – o centro da memória. É comumente encontrada quando estamos acessando memórias.

É também chamada de frequência “cruzada” em que podemos estar consciente de nossos próprios processos do subconsciente.

Frequências Lentas: Quando e Onde

Frequências lentas são produzidas abaixo do córtex, a camada “pensante” do cérebro. Elas são transmitidas a partir de geradores de ritmo no tronco cerebral, no tálamo e no hipocampo. Elas são consideradas frequências “Globais” porque quando elas surgem, tendem a aparecer em toda parte. Quando o cérebro está em um estado crepuscular (Teta) ou inconsciente (Delta), é assim por toda parte.

Atividade Lenta é mais comum e mais útil no hemisfério direito e na parte posterior do cérebro, onde o material é integrado, do que nos pontos frontal e lado esquerdo, que são áreas mais voltadas para o processamento. Espera-se que seja reduzida com os olhos abertos e em tarefa.

O envolvimento de frequências lentas é crucial para dormir. O estágio 1 do sono é uma mudança de um agrupamento de neurônios de Beta e Alfa mais rápida diminuindo a velocidade para Teta. O estágio 3 do sono envolve alternar de Teta baixando para Delta, o estado mais profundo do sono, relacionado com a restauração física.

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Autor: Peter Van Deusen é um visionário treinador de cérebros que estuda, desenvolve e aplica a técnica há mais de 30 anos. É o fundador da Brain-Trainer International e possui gravações em português de aulas Master Class de aprimoramento para treinadores de neurofeedback.

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